O blog Projetos para o Brasil visa a ajudar a organizar o debate em torno do Brasil, suas contradições e perspectivas, à luz das ideias de um projeto socialista para o país.
O 8 de março se incorpora crescentemente à “cultura de massas”. A mídia hegemônica reconhece a data, à sua moda – edulcorada, historicamente acrítica – mas nem por isso menos importante para inseri-la no imaginário de milhões de mulheres que vão fazendo nova experiência social na realidade brasileira, chegadas que foram aos milhões à “carteira do trabalho” e outros direitos. Penso em Fátima Bernardes e seu poder de comunicação, estampada nas páginas dos jornalões. Penso em Malu, querida atriz, na mensagem da Globo ao “dia” das mulheres.
É um passo adiante, que repõe a questão em torno de dezenas de milhões de mulheres que fazem o Brasil, e podem dar passos adiantes na conquista de direitos, reconhecimento e valorização. Não só no trabalho, como também em não serem discriminadas, agredidas, condenadas à invisibilidade.
Hoje, mais que nunca, a luta secular de toda a sociedade – e delas próprias – pode dar novos passos nesse sentido. Incorporá-las, cada qual ao seu modo, na grande gesta por um novo projeto nacional de desenvolvimento, civilizatório. Nada há mais civilizatório que conferir às mulheres, mais da metade da população e que gestou e deu à luz a outra quase-metade – o lugar proeminente que lhes compete. Não apenas enquanto a necessária conquista de direitos, vale dizer, não apenas desigualdade a ser reparada, embora persistam, mas sobretudo a valorização da diferença de gênero como valor a ser reconhecido, enriquecedor da sociedade humana.
Nessa gesta, feminismo e emancipacionismo precisam dar passos adiante. A civilização o reclama. No caso do Brasil, sem desconhecer outras dimensões, extinguir o fosso inaceitável para uma sociedade com rica e ativa sociedade civil, aberta ao novo, que é a representação política subdimensionada, atrás até de sociedades menos desenvolvidas.
A homenagem ao Dia das Mulheres não pode ser do “dia”. Homenageio, e partilho com o leitor do Blog, as que entrevistei ao longo da jornada, lindas entrevistas com profissionais, cientistas, pós-graduandas, militantes, dirigentes políticas, atrizes, estudiosas, artistas plásticas, esportistas, e tantas e tantas que simbolizam o presente sinalizando o porvir: igualdade de direitos, valorizando as diferenças de gênero, para eniquecer a sociedade humana.
Homenageio as Teresas, Mazés, Bias, Elisangelas, Tamaras, Nágilas, Petubas, Mirellis, Dricas, Tininhas, Adrianas, Amélias, Rebecas, Joanas, Alés, Nádias, Carlas, Patricias, Kikas, Lecis, Renatas, Elisas, Lucianas…
Homenageio Dilma, valente, e Bachelet que retorna esta semana à Presidência do Chile, Cristina Kirchner e tantas mais.
São homenagens que partem de Maria, minha mãe, e suas lições de retidão de caráter e humanismo, compartilhadas com Nádia, Isa, Diulle, Virgínia, Liz, Stella, Clara e tutti cuanti da querida família.
Partilho-as com vocês:
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http://waltersorrentino.com.br/2011/09/24/amelia-imperio-hamburger/
http://waltersorrentino.com.br/2011/06/23/rebeca-gusmao-o-impossivel-e-uma-questao-de-opiniao/
http://waltersorrentino.com.br/2011/06/02/nem-tudo-que-e-solido-desmancha-no-ar/
http://waltersorrentino.com.br/2011/05/10/joane-vilela-a-educacao-emancipadora/
http://waltersorrentino.com.br/2011/08/10/cinema-e-musica-paixoes-de-ale/
http://waltersorrentino.com.br/2010/11/23/entrevista-com-carla-santos/
http://waltersorrentino.com.br/2010/10/19/o-prouni-a-juventude-e-a-educacao-e-a-bia/
http://waltersorrentino.com.br/2010/08/08/o-desafio-do-brasil-e-educacao-e-pesquisa/
http://waltersorrentino.com.br/2010/07/16/viva-a-india/
http://waltersorrentino.com.br/2010/07/08/leci-brandao-uma-dama-do-brasil/
http://waltersorrentino.com.br/2010/07/03/a-ciencia-tem-patria/
http://waltersorrentino.com.br/2009/11/21/pensar-o-brasil/
http://waltersorrentino.com.br/2009/10/20/o-pensamento-critico-de-ana-cristina-petta/
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