O blog Projetos para o Brasil visa a ajudar a organizar o debate em torno do Brasil, suas contradições e perspectivas, à luz das ideias de um projeto socialista para o país.
Segundo o Datafolha, a população da capital São Paulo aprova manifestações ocorridas. Julgo ser porque ela tem senso de premência das agruras da vida urbana e senso de liberdade, de direitos do povo.
Mas hoje, do ponto de vista político, faltam referências estruturadas para o povo compreender que greves de facções, sacando contra a cidade e os direitos de ir e vir, trabalhar, estudar, não são movimentos sociais progressistas. Por isso 73% nas pesquisas vão compreendendo os malefícios da situação.
Há como manter senso de liberdade e de pressão pelas soluções urbanas respeitando os direitos e os movimentos sociais. Há como reivindicar por meio de greves e manifestações sem atentar contra o direito da maioria do povo, que sofre o efeito de múltiplas manifestações diárias na cidade. Elas afetam não apenas os governantes, mas a maioria da população.
Há como constituir ordem a partir de valores progressistas. Não há porque jogar apenas na negatividade – pressionar os governantes, desgastá-los para alcançar direitos. Muitas vezes há como considerá-los aliados, sem abrir mão da pressão. Enfim, tudo tem senso político, queiram ou não os manifestantes. Sempre é preciso perguntar: a que e a quem servem determinados tipos de manifesetação?
Uma condução da ordem nessa direção terá apoio da população. Não vejo como os movimentos sociais possam avançar sem unir o povo, sem contar com o apoio e solidariedade dele, como tem sido até aqui, em geral, desde a ditadura. Chantagear governos afetando ainda mais a já difícil situação do povo trabalhador, repito, não é conduta progressista.
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Nova e expressiva vitória geopolítica da Rússia no acordo realizado com a China sobre o gás. Serão 400 bi envolvidos e não se permite falar em isolamento de Putin. O mundo está mudando mesmo, não obstante os poderes incomensuráveis mantidos pelos EUA.
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Por falar em EUA, um escândalo o abandono verificado dos veteranos de guerra nos cuidados à saúde. Alto índice de suicídios, tratamentos postergados, sofrimento mental de altas proporções.
Os “herois” de guerra se tornaram párias. Desde o Vietnã, jamais digerido, passando por Iraque e Afeganistão, os 300 mil soldados, hoje em maior medida profissionais quase-mercenários, têm certeza: ao voltar para casa podem até receber medalhas, mas sua vida nunca mais será a mesma e será bem pior.
É um bumerangue: os custos das guerras se voltam para o cenário interno, para os seus promotores, não bastassem o morticínio causado entre outros povos.
Assim são as “guerras humanitárias” promovidas pelos EUA, continuadas pelo Nobel da Paz! Que tempo!
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O Palmeiras agora vai de bolero. O técnico que chegou parece cantor de bolero anos 70! Se fosse metade de Filpo Nuñez, que comandou a Academia, nada mal. Veremos.
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