O blog Projetos para o Brasil visa a ajudar a organizar o debate em torno do Brasil, suas contradições e perspectivas, à luz das ideias de um projeto socialista para o país.
Pelo IBOPE destes dias, 35% dos consultados indicam que “se mantivesse alguns programas mas mudasse muitas coisas”. Outros 21% que se “fizesse poucas mudanças e se desse continuidade a muitas coisas”, a que se acrescem 9% que “pedem continuidade total ao governo atual”. Na outra ponta, 30% afirmam querer que se “mudasse totalmente o governo do país”.
São portanto 30% oposicionistas frontais, 30% governistas abertos, 35% em disputa com o sinal de mudanças na continuidade. Este último é o espectro maior em disputa. Pode-se, ao contrário do que faz a mídia, somar os governistas com os 35% em disputa: dá 65% com quem se dialogará: o que fazer de mudanças dentro da continuidade, ou seja, sem retrocesso. É um mar de gente, e teremos um oceano de realizações a apresentar num privilegiado tempo de TV.
Dilma em ação já vem compondo novas pactuações e tem imensas possibilidades de falar de esperança para essa gente. Não há o que a oposição comemorar.
Ontem postei a matéria sobre a pesquisa e o gráfico das médias dos institutos, que é essencial para não perder de vista o “filme”, fixando-se apenas na fotografia. Veja em http://waltersorrentino.com.br/2014/05/22/nova-rodada-ibope-dilma-no-1o-turno/.
A oposição está onde sempre esteve – lamentavelmente Eduardo Campos somou-se a ela e levou água para o moinho de Aécio, num erro político inesperado. Cravam os 30%. Quer-se ver como podem liderar a esperança com um programa que vem a ser de suposta defesa dos avanços sociais e austeridade fiscal e monetária para apontar um suposto “novo ciclo de crescimento econômico”.
Austeridade não rima com progresso social, nem um pretenso social-liberalismo de fachada abre perspectivas para a nação.
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