O blog Projetos para o Brasil visa a ajudar a organizar o debate em torno do Brasil, suas contradições e perspectivas, à luz das ideias de um projeto socialista para o país.
Ontem saudei, em nome da direção nacional do PCdoB, a abertura do Congresso da UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES. Congratulei-me com o sucesso da luta dessa entidade, com as centenas de delegadas presentes representando dezenas de milhares de companheiras em todo o país, e com a mesa dirigente dos trabalhos, representação elevada do que há de mais avançado na luta política, da luta social e da luta de ideias que sustentam o ideal emancipacionista das mulheres brasileiras.
São mais de 150 anos de combates que trouxeram a luta das mulheres até este estágio. Com a luta pela emancipação dos trabalhadores impulsionou-se a luta da emancipação das mulheres sem a qual não haverá aquela de toda a humanidade. Os marxistas deram contribuições indeléveis nesse sentido e aprenderam, com a experiência das mulheres, não haver emancipação dos trabalhadores que, ao mesmo tempo, emancipe as mulheres.
A UBM é herdeira e protagonista dessa luta há quase um século em nosso país. É um movimento das mulheres dos mais politizados, organizados e mobilizados do Brasil, atuante em todas as disputas e conquistas que envolvem os direitos femininos. Essencial ter uma vanguarda esclarecida política e historicamente para nortear a luta. Agora, é preciso que este movimento seja o fermento da mobilização dos milhões das mulheres brasileiras, em prol de um projeto nacional de desenvolvimento que assegure progresso social, direitos do povo, avanços civilizatórios. Esse é o terreno para levar a novas dezenas de milhões de mulheres a luta concreta por igualdade de oportunidades, contra a violência, a opressão e discriminação de gênero, próprias da corrente emancipacionista.
No Brasil hoje há um desafio e uma oportunidade para avançar em passos gigantes nessa direção. Somos partícipes de uma grande jornada que se abriu com a vitória das forças populares à presidência da República em 2002. Hoje, perseguimos uma quarta vitória do povo, e Dilma nos lidera a todos e todas.
Em doze anos alcançamos enormes progressos, muitos relativos à mulher brasileira. A valorização das chefias de família, o Minha Casa, Minha Vida, o Bolsa Família, o Luz para todos, o Brasil Sorridente, os programas de atenção à saúde da mulher, mesmo o Prouni, FIES, Ciência sem Fronteiras, o salário mínimo e a lei do trabalho doméstico não são programas “feministas”, mas levaram dignidade e direitos às mulheres do povo, sem o que não há como falar em emancipação.
Queremos mais, precisamos de mais. E só o alcançaremos se tivermos lado bem definido, o lado de Dilma Rousseff. Ela vem se tornando o alvo central das oposições, numa campanha mesquinha, insidiosa, que descamba para uma campanha contra o Brasil e o sentimento nacional. Tudo visa a desmoralizar Dilma, para enfraquecê-la eleitoralmente.
Mas Dilma não é atacada por defeitos, e sim por suas virtudes e qualidades. Mulher de idoneidade a toda a prova, valente, destemida, lúcida quanto aos desafios do Brasil, sensível para com as mulheres e os mais pobres, os trabalhadores e a juventude. A reeleição de Dilma é essencial para pavimentar caminhos de novos avanços. Temos um legado formidável a apresentar ao povo, de realizações nestes doze anos, mas temos a esperança a renovar de mais avanços no país. Temos um trabalho imenso a realizar para unir forças políticas e sociais, em torno de convicções e programas, para avançar. A mulher brasileira é força destacada para isso.
A emancipação das mulheres avançará com a unidade popular para o Brasil avançar. É nesse leito que se perseguirá a igualdade de oportunidades e a emancipação para todas. Esse é o marco de novo avanço civilizatório que perseguimos no país. A mulher é o maior esteio para isso, uma força social a projetar e fazer protagonista.
Neste momento de encruzilhada política eleitoral, e de novos marcos a ultrapassar na luta das mulheres, a maior demanda possível é a do empoderamento político das mulheres. Dos países mais abertos e modernos, o Brasil ainda faz feio em termos de 9% de representantes políticas mulheres. É muito pouco, é inaceitável. Nossa luta é essencialmente política porque é por meio da Política que se modifica a vida das pessoas e da sociedade.
As mulheres precisam ser 50%, nada menos, em todas as instâncias de representação e poder. Em especial, o Brasil precisa de mais mulheres governadoras, prefeitas, senadoras, deputadas e vereadoras. Isso não será uma dádiva, mas uma conquista. Por isso este Congresso proclama, com acerto: Mais Democracia, Mais poder para as Mulheres para o Brasil avançar.
O PCdoB as saúda e não medirá esforços em apoiar essa caminhada de vocês, hoje e sempre, como o tem feito. Orgulhamo-nos de uma bancada feminina destacada na representação política, de darmos passos concretos para alcançar metade da representação de direção para as mulheres, de termos uma Conferência Nacional e um Fórum de direção partidária específicos para a luta das mulheres.
Parabéns, companheiras delegadas, parabéns a Elza Campos – sua fibra e determinação foram fundamentais para este Congresso vitorioso -, parabéns à grande lutadora Liége Rocha, decana dirigente da luta das mulheres do PCdoB. Êxitos ao Congresso!
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